O assassino da bicicleta

O assassino da bicicleta

Conheça a sinistra trajetória do criminoso que passou mais de 10 anos matando crianças por diversas cidades do estado de São Paulo.

Laerte Patrocínio Orpinelli nasceu em Araras, em 1952, ele era o sétimo de 9 irmãos, desde criança apresentava comportamentos Agressivos. Constantemente batia nos irmãos e chegou agredir a mãe por várias vezes, a matriarca chegava a amarrar o garoto em troncos de árvore ou ao pé da mesa.

Com o comportamento antissocial desde pequeno Laerte saiu de casa bem cedo e desenvolveu alcoolismo patológico. Aprendeu o ofício de engraxate de portas, o que possibilitou a ele o contato com muitos bares e estabelecimentos comerciais.

Foi nesses botecos que Laerte começou a planejar seus primeiros crimes. Como ficava muito nesses estabelecimentos passou a fazer amizade com homens que levavam os filhos pequenos como companhia. O assassino se aproximava dos patriarcas para pegar confiança das crianças, descobria o lugar onde moravam e convencia os pequenos a segui-lo com promessas de dar doces e salgados. As crianças, inocentemente, seguiam Oprinelli, e subiam na bicicleta vermelha do assassino. Após algum tempo perambulando, elas eram assassinadas em alguma mata fechada. O assassino tinha práticas doentias, que fazem o sangue gelar: após estuprar duas vítimas ele espancava e as estrangulava, as vezes até o pescoço quebrar.
Oprinelli carregava um caderno onde relatava as cidades e lugares que passava. Ao longo de 15 anos perambulou por várias cidades do Estado de São Paulo como Franca, Monte Alto, Pirassununga entre outras. Mas seus crimes só começaram a ganhar visibilidade policial quando passou a atacar no município de Rio Claro.

A cidade, no interior paulista, já havia passado por uma onda de crimes contra crianças, perpetrada por um outro maníaco chamado de “Chico Vidraceiro”. Vidraceiro foi preso mas os crimes continuaram a acontecer, as vítimas eram crianças de 3 a 11 anos de idade, sempre abandonadas em alguma mata fechada ou terreno baldio e com sinais de violação sexual e estrangulamento.

Com o desespero da população a polícia abriu investigação e montou uma força tarefa para solucionar os casos, as delegacias de todas as cidades do Estado receberam o retrato falado do suposto assassino e logo chegaram a Laerte, que foi preso e confessou ter matado mais de 100 crianças durante os mais de 10 anos como andarilho, conforme disse ao delegado:

“Doutor, não sei quantas criança matei, parei de contar quando chegou a 100”

Mesmo com a confissão, e a averiguação de pelo menos 30 crimes contra menores, sem autoria identificada, em mais de 10 cidades por onde ele passou, a força policial conseguiu solucionar apenas 11 homicídios na conta de Orpinelli.
O que rendeu ao réu o títulos de maior assassino em série da história do Brasil.

Após passar por vários júris, entre 2001 e 2008, Laerte foi condenado a mais de 150 anos de prisão, em 2013 morreu no presídio de Iaras, vítima de complicações decorrentes da diabetes e hipertensão.

Texto – Joel Paviotti